quinta-feira, 7 de março de 2013

Conto parte 3

- Ora, ora quem voltou, já viu as coisas que seu papai comprou pra você, o que era uma bonequinha nova pra você abraçar a noite, ou uma mamadeira pra você mamar antes de nanar. – Fica fazendo como se estivesse com uma mamadeira na boca.
Pra comprovar se era verdade o que eu disse pra ele ficou escondido e estava vendo a cena pra ver como a Renata e eu conversávamos. Ele escutou as coisas que a Renata falou pra mim e ele fica esperando a minha resposta.
- Renata eu não ligo, pode falar o que você quiser, pra mim chega não vou mais ligar pra suas provocações. – Fico apenas olhando pra TV. Nem presto atenção pro que a Renata esta falando.
Como o pai já tinha visto o que queria voltou devagar pro quarto e começou a falar que já estava indo pra sala.
- Filha terminei de arrumar as coisas na nossa mala. Quer fazer alguma coisa?
- Pai quer dar uma volta no quarteirão. A Renata quer continuar assistindo desenho, eu estou meio entediada. – Falo indo pra porta.
- Tudo bem filha vamos lá dar uma volta, mas seja educada e chame sua prima pra ir junto.
- Tá bem pai, Reh você quer ir junto com a gente dar uma volta. – Falo de cara fechada.
- Não vou ficar com sua animação em me convidar acho que vou ficar aqui mesmo. – Renata fala deitando no sofá. – Bom passeio prima não se esqueça de ir ao banheiro antes de sair, vai que acontece acidentes de dia também.
- Pai vamos. – Saio sem responder.
Vamos a uma praça e lá fico olhando pros brinquedos, e vendo as crianças brincarem.
- Quer ir brincar nos brinquedos, você tá olhando muito pra eles. – Pai fala apontando pros brinquedos.
- Não pai, já passei da época de ficar fazendo isso. Só estou olhando mesmo.
- Se quiser eu te balanço não tem ninguém no balanço vai lá brincar. – Me incentivando a ir – vou comprar uma coisa pra você se você for lá brincar. – Pisca o olho.
- Que coisa feia pai logo você me chantageando, nunca pensei que fizesse uma coisa dessas. – Rio. – E qual e o presentinho que você vai me dar?
- Mais feio você menina aceitando minha chantagem, bem vou te dar uma coisa que você gosta muito e tá um ótimo dia pra tomar. – Sorri. – O que você acha que é?
- Sorveteeeeeeeee. O que estamos esperando vamos lá então tudo por um sorvete. – Puxo ele. – Só se você for comigo pai. – Puxo o braço dele.
- Tá eu te balanço.
Fomos pro balanço e o pai me balançou por algum tempo, estava divertido.
- O que esta achando bebê valeu a pena vim brincar por um sorvete. – Continua me balançando.
- Sim muito a pena pai, agora vamos tomar um sorvete já brinquei bastante, você parece cansado já não e tão novinho, como quando eu era criança. – Falo zuando o pai.
- É isso que você acha filha então vamos ver se é verdade. – Começa a me balançar com mais força e mais rápido. – Então ainda sou muito velho, você ainda acha isso bebezinha.
- Não é não pai, tá bem você me convenceu pode parar, de balançar. – Tento parar o balanço sem sucesso.
- Só paro se você falar igual você falava quando era criança ou vou continuar balançando ate a noite, e vai ficar muito tarde pra tomar sorvete. E ai vai falar?
- Pai não e legal chantagear as pessoas sabia. – Falo brava.
- Tó esperando você falar ou vai continuar ai ate a noite.
- Tá eu falo, mas não vou falar com você por um tempo estou brava com você. – Respiro fundo. – Vamos lá. Pala papai quelo dexer favorrrr.
- Filha você não vai falar mais comigo você quer um ataque de cocega no parque? Ou fala comigo ou eu vou te encher de cocega ate você falar comigo – Pai para de emburrar. Quando ele para saio correndo.
- Quero ver você me pegar já tá velho não aguenta mais correr. – Mostro a língua. – Não me pega lero lero lero.
Saio correndo e o pai corre atrás de mim e tenta me pegar, ate que eu tropeço, caio e machuco o joelho.
- Ai ai doeu pai eu raspei o joelho no chão tá doendo. – Passo a mão no joelho que esta doendo. – Pai não quero mais brincar não, vamos comprar o sorvete e ir pra casa da tia quero lavar o joelho, tá doendo um pouco.
- Tá bem amor fez dodói no joelho né, quer que papai carregue você no colo? Consegue levantar ou quer ajuda. – Pai segura a minha mão.
- Eu consigo levantar e andar só tá doendo um pouco mesmo.
- Vamos comprar o seu sorvete e ir pra casa então ai você toma banho e fica limpinha. – Mas ainda quer passar na sorveteria e tomar sorvete lá ou quer levar pra casa?
- Vamos levar assim todo mundo chupa o sorvete. Eu fico esperando aqui sentada e depois e só dar um grito que nos vamos voltar pra casa tá bem pai.
- Tudo bem vou lá correndo daqui a pouco eu volto pra te pegar princesa. – Pai vai comprar o sorvete e volta em 5 minutos. – Pronto agora vamos pra casa tá que o papai vai cuidar do seu dodói.
Fomos pra casa subi tomei banho e quando cheguei no quarto pra minha surpresa tinha uma fralda em cima da cama e o pai estava sentado na cama me esperando.
- Pai pra que essa fralda ainda não tá nem de noite ainda.
- Eu sei, mas eu acho que vou aproveitar que você já tomou banho e esta limpinha pra te colocar em uma fralda e como você esta mancando um pouco não vai precisar levantar pra ir ao banheiro e só fazer na fralda que depois o papai troca quando for necessário tá bem. Assim você não força o seu joelhinho.
- Tudo bem pai se você acha melhor assim. – Sento com dificuldade de dobrar o joelho.
- Deita que ai o papai vai colocar a fraldinha e depois vou cuidar do seu dodói. – Pai coloca a fralda com muito carinho pra não relar no meu joelho. – Tenho que tomar muito cuidado pra não fazer o dodói doer.
- Pai eu to bem só tá doendo um pouco. – Fico meu sem graça. – Pai pode me dar à chupeta, queria usar ela um pouco. – Fico com um pouco de vergonha de pedir, então fico vermelha.
- Claro amor à chupeta é sua pode usar quando quiser, vou pegar pra você amor espera um pouquinho. – Vai até a mala e pega a chupeta – Quando eu cheguei depois da compra eu fui até a cozinha e esterilizei enquanto você e a Reh estavam vendo desenhos, então pode usar a vontade. Vamos lá bebe abre a boquinha pro papai colocar a chupeta.
- Ahhh. Obigada.
Com a fralda posta, pai pegou um vidro de remédio e passou no meu joelho.
- Pode arder um pouco anjinha se doer papai vai assoprar tá bem. Ainda tá doendo muito?
- Não tá doendo mais não. Posso sentar no seu colo um pouco?  – Abra os braços.
- Sim vem cá. Opa ti bebezinha mais pesadinha que eu tenho aqui. Pronto tá confortável meu amor? – Balanço a cabeça. – Vem aqui encosta a cabecinha aqui – Me abraça e me faz encosta a cabeça no seu peito. – Meu bebê vamos pra sala senão você vai nanar e a noite não vai conseguir nanar.
- Pai antes de irmos pra sala pode colocar um short, por favor, acho que vai esconder mais a fralda.
- Tudo bem amor, vou pegar um short pra você. – O pai procura um short na mala. – Precisa ser um short que fique bem folgado, vamos ver, um shortinho de dormir é bem folgado e curto então vai caber e não vai pegar no seu joelhinho. – Continua procurando até achar um. – Esse daqui e perfeito do ursinho pooh.
- Qualquer um pai só quero que a fralda não apareça muito.
- Então esse esta bom, agora levanta os dois pezinhos pro papai colocar. – Levanto. – Agora levanta e se apoia em mim pra eu terminar de colocar. – Levanto e o pai termina de colocar o short. – Vamos pra sala vou te ajudar a descer.
- Pai eu só machuquei o joelho não quebrei a perna. – Sorriu com a chupeta na boca. – Eu consigo andar sozinha. Porque está com tanto cuidado assim pai? – Começo a andar.
- Você é minha filhinha, meu amor me preocupo com você. E se machucou por minha culpa, você estava correndo de mim quando caiu, estou me sentindo culpado. – Vai atrás de mim e me abraça, olha pro meu rosto e tira a chupeta. – Acho que você não vai querer ir de chupeta pra sala não é mesmo vou guardar pra você.
- Sim pai você tem razão não vou querer ir não. – Rio. – Mas quando ao machucado, não foi sua culpa pai, a culpa foi minha eu não vi o degrau e cai, foi apenas um descuido meu, agora vou descer na sala tá pai, e não preciso de ajuda não.
- Se é isso que você quer eu vou deixar, mas tome cuidado na hora de descer a escada. – Vou andando pra porta. – Qualquer coisa e só gritar que eu vou correndo.
Desço os degraus sem problema, apenas mancando um pouco, quando chego à sala começo a escutar as brincadeirinhas da Renata.
- Olha que bonitinha a bebê chegou e tá mancando, acho que a bebê quis andar sozinha e caiu, você chorou muito? – A Renata se senta e faz sinal pra eu sentar do lado dela. – Vem bebê senta aqui do meu lado não quero que a bebezinha caia e machuque o outro joelhinho.
Sendo no outro sofá sem falar nada, apenas fiquei olhando o meu joelho e vendo como meu machucado está, estava apenas arranhado e roxo.
- Porque você não responde o que eu perguntei? Ah eu esqueci que bebês não sabem falar. – Ela olha pra mim e percebe que estou de fralda, começa a rir. – Não acredito que você está de fralda, você realmente é uma neném. Se você quiser bebê eu vou lá na cozinha e faço uma mamadeira pra você. Você quer bebê? – Ela levanta e senta do meu lado. – Que cute cute essa neném quer vim no colo. – Começa a me zoar apertando minha bochecha e mexendo comigo.
- Para de mexer comigo Renata, não to com humor pra aguentar você, por favor, para. – Falo com cara fechada.
- E o que vai fazer? Chorar e pedir ajuda pro papai e se esconder atrás dele como uma bebê assustada? Bom bebê você já é. – Pega a minha bochecha e aperta. – Oh bebê você quer alguma coisa bebezinha? Chupeta, mamadeira, talvez trocar a fraldinha, hein?
- Me deixa em paz, por favor, eu to pedindo. – Levanto e vou do outro lado do sofá.
- Filha tá tudo bem ai quer alguma coisa? – Pai chega e senta ao meu lado.
- Tudo bem pai.
- Renata depois quero falar com você tudo bem? – Pai fala encarando ela.
- Tudo bem tio a gente conversa sim, mas aconteceu alguma coisa? – Renata pergunta olhando pra mim.
- Não é só conversar mesmo.
- Vamos jantar. – A tia Rosa nos chama.
Fomos pra mesa, enquanto eu andava o pai ficava ao meu lado, sempre com muito cuidado. A Renata fica me olhando com uma expressão estranha um misto de inveja e raiva pelo cuidado que estou recebendo, então vendo a expressão dela percebo algo.
- O que aconteceu que você esta mancando? – A tia pergunta olhando pro jeito que eu estou andando.
- Não foi nada não tia eu cai e machuquei o joelho – Rio sem graça. – Sempre fui meio desastrada, meu pai que o diga, ele trouxe ate remédio pra mim usar se eu caísse. – Olho pro pai.
- Essas coisas acontecem não se preocupe Kitty que antes de casar sara. – A tia fala e nos rimos.
- Pois é tia esse ditado eu sempre ouço desde que eu era pequena, meu pai que sempre fala isso.
- Sim vai passar muito antes dela casar sim, ela ainda é muito nova pra isso, ela ainda é minha bebê. – Me abraça.
- Nossa maninho não sabia que você era tão ciumento assim.
- Então vamos comer antes que esfrie. – A Renata fala de má vontade.
O resto da janta foi normal conversamos sobre outras coisas, porem a Renata ainda estava calada e ficava me encarando, eu ficava encarando ela pensando na possibilidade dela estar realmente com ciúmes. Terminamos a janta tomamos o sorvete e o pai chama a Renata pra conversar.
- Filha ajuda a tia que eu vou conversar com a Renata sobre alguns assuntos. – Pai fala levantando da cadeira. – Vamos conversar Reh. – Olho pra Renata. – Depois que ajudar a tia Rosa pode ir assistir TV e depois se sua fralda estiver molhada eu troco antes de dormir tá bem, Combinado?
- Sim pai entendi. – Viro pra tia e pergunto. – Tia o que a senhora quer q eu faça?
Enquanto converso com a tia e ajudo ela. O pai e a Renata saíram da cozinha. Fiquei curiosa pra saber o que eles estavam conversando. Terminei de ajudar a tia e fui pra sala assistir TV e não demorou muito pra que o pai chegasse à sala.
- Oi filha o que você ta assistindo ai? – Pai fala sentando no sofá.
- Nada de mais não tem nada de interessante. – Falo mudando de canal. – Hum pai o que você conversou com a Reh? – Falo encarando o pai.
- Nada de mais não. – Pai disfarça olha pro relógio. – Já tá ficando tarde tá na hora de escovar seus dentes que eu vou lá em cima daqui a pouco. Verificar sua fralda e ver se você precisa ser trocada beleza. – Faço que sim com a cabeça.
Achei estranho a Renata não descer depois da conversa com meu pai e achei melhor ir ver se ela estava bem, fui ate o quarto dela e abri a porta.
- Reh vim ver se você esta bem? – Na hora que eu abri a porta ela estava em pé na estante pegando uma fralda. Na hora que ela me viu ela para o que está fazendo. – Você também usa fralda, e porque você ficou zoando esse tempo todo?  - Falo olhando assustado pra ela.
- O que você tá fazendo no meu quarto sai daqui agora. – Ela fala apontando pra mim.
- Eu só quis ver se você estava bem porque depois da conversa você não desceu mais, fiquei preocupada com você e vim ver como estava. Mas acho que você esta ocupada com algumas coisas.
- Bom eu estou bem, você não tá brava comigo deu ficar te zoando? – Ela fala mudando o tom de voz.
- No começo eu fiquei muito brava, mas agora não ligo mais não, ate porque eu acho que você só estava fazendo essas coisas porque tava com ciúmes do jeito que meu pai me trata. – Falo sentando na cama. – Posso sentar aqui?
- Pode sim, por favor, me diga seu pai mandou você vim aqui? – Ela fala se sentando ao meu lado.
- Não ele me mandou ir no banheiro escovar os dentes pra ver se depois eu preciso de uma troca antes de dormir. – Nos rimos. – Então daqui a pouco ele vai gritar me procurando.
- É melhor você ir então lá escovar os dentes, não quero que seu pai fique bravo com você.
- Tudo bem ele vai gostar da gente tá se conversando. Se ele me chamar eu falo pra ele vim aqui participar da conversa. Mas me diz porque você usa fralda? Você também molha a cama?

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